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terça-feira, 3 de novembro de 2015

Será mesmo que Deus ama e deseja a salvação de todos?


Se fizermos esta pergunta para todos o evangélicos, a maioria esmagadora responderiam afirmativamente. São vários os motivos para se responder positivamente a pergunta. Existe um sentimento de que o homem é bom e que não merece ser castigado. O interessante é que querem que Deus sinta este mesmo sentimento quando o assunto é condenação. Deus não pode condenar o homem e nem quer fazer isso. O homem tem valor. Ele é bom, não é tão mau a ponto de merecer a condenação.

Este sentimento tem penetrado nas igrejas evangélicas, distorcendo a teologia bíblica. A teologia predominante nos púlpitos é uma teologia humanista, uma teologia agradável ao homem. Se ouve, domingo após domingo, assuntos relacionados ao existencialismo, onde colocam Deus como um super-herói preparado para enfrentar as dificuldades que o homem venha a sofrer. Se Deus procura “evitar” que o homem sofra nesta vida, muito mais Ele fará na alma do homem. Por isso, vemos aquela doutrina satânica de que Deus deseja e quer a salvação de todos os homens!

Esse é o resultado prático de um cristianismo que jogou no lixo as Sagradas Escrituras. Estão pisando na Palavra de Deus. Rasgando suas páginas e jogando-as nas fogueiras de uma “inquisição” construída para não abalar a credibilidade e não desvalorizar o homem. E de que modo é praticada esta moderna “inquisição”? Não é mais com fogueiras literais ou confisco de bens, ou até mesmo de perda da liberdade. Mas esta moderna forma de “inquisição” é praticada quando é negada a autoridade absoluta e suprema das Escrituras sobre a igreja, e se busca novas revelações extrabíblicas, tratando-as como suprema autoridade.

Por isso encontramos uma grande hostilidade quando vamos expor o que de fato as Escrituras afirmam sobre os assuntos abandonados pelos evangélicos atuais, dentre eles o assuntos sobre a expiação limitada.
Deixando de lado todas as emoções ou humanismo, vamos expor aquilo que a Bíblia fala a respeito do desejo de Deus com respeito a salvação do homem.
Afinal de contas, Deus quer a salvação de toda a humanidade?
Todos os arminianos, sem exceção, ao começarem uma discussão a respeito do amor de Deus, lembram logo de João 3.16. “Deus amou o mundo”! Todos são alvos do amor de Deus! É injusto lembrarmos apenas do verso 16. Por que não citar até o verso 21?

16 Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.
17 Porquanto Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele.
18 Quem nele crê não é julgado; o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus.
19 O julgamento é este: que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz; porque as suas obras eram más.
20 Pois todo aquele que pratica o mal aborrece a luz e não se chega para a luz, a fim de não serem arguidas as suas obras.
21 Quem pratica a verdade aproxima-se da luz, a fim de que as suas obras sejam manifestas, porque feitas em Deus.

O texto não diz que Deus ama todos os homens. Jesus está dizendo que o amor de Deus não se estende apenas aos judeus de sua época, mas o seu amor alcança pessoas além dos limites da Judeia. O seu amor  se estende também aos gentios. Interessante que os arminianos não conseguem enxergar que o alvo do amor de Deus são aqueles que creem em Jesus Cristo, e somente eles. Veja que o verso 18 decreta a condenação daqueles que não creem “porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus”. Deus não pode amar aquele que se mantém rebelde contra Jesus. O amor de Deus não está nele, e sim a sua ira: “Por isso, quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, todavia, se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus” (Jo 3.36).

O curioso do ensinamento arminiano é que a teologia arminiana diz uma coisa e a bíblia diz outra. Por exemplo: se Deus ama a todos indiscriminadamente (como afirmam os arminianos) a lógica é Cristo orar e desejar a salvação de todos! Mas ele não deseja isso. Podemos notar isso na oração que ele faz em João 17. Cristo ora para que Deus conceda a vida eterna para um grupo seleto de pessoas: “Manifestei o teu nome aos homens que me deste do mundo. Eram teus, tu mos confiaste, e eles têm guardado a tua palavra. Agora, eles reconhecem que todas as coisas que me tens dado provêm de ti; porque eu lhes tenho transmitido as palavras que me deste, e eles as receberam, e verdadeiramente conheceram que saí de ti, e creram que tu me enviaste” (Jo 17.6-8). Em seguida, Cristo fulmina os arminianos com as seguintes palavras: “É por eles que eu rogo; não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus” (v.9). Por todo o capítulo 17, Cristo repete sempre as mesmas palavras “aqueles que tu me deste”, “homens que me deste do mundo”.

Eu não posso acreditar que há um desentendimento entre o Pai e o Filho. Não posso acreditar numa confusão na Trindade! Deus desejando salvar a todos, mas o Filho orando por alguns. O próprio Jesus afirmou que Ele veio fazer a vontade do Pai, esta é a sua comida (Jo 4.34). Deus não ama a todos e não quer a salvação de todos!

Para encerrar, tenho mais uma prova de que Deus não deseja a salvação de todos. A prova está em Mateus 11.20-24.

20 Passou, então, Jesus a increpar as cidades nas quais ele operara numerosos milagres, pelo fato de não se terem arrependido:
21 Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida! Porque, se em Tiro e em Sidom se tivessem operado os milagres que em vós se fizeram, há muito que elas se teriam arrependido com pano de saco e cinza.
22 E, contudo, vos digo: no Dia do Juízo, haverá menos rigor para Tiro e Sidom do que para vós outras.
23 Tu, Cafarnaum, elevar-te-ás, porventura, até ao céu? Descerás até ao inferno; porque, se em Sodoma se tivessem operado os milagres que em ti se fizeram, teria ela permanecido até ao dia de hoje.
24 Digo-vos, porém, que menos rigor haverá, no Dia do Juízo, para com a terra de Sodoma do que para contigo.

Cristo passa a condenar as cidades que tiveram a oportunidade de presenciar a pregação do evangelho (que naquela época era acompanhada da operação de milagres que testificavam da pregação). Corazim, Betsaida e Cafarnaum foram as cidades onde Cristo pregou o evangelho e mesmo assim estas cidades não se converteram. A partir daí, Cristo nos revela algo que nos incomoda: ele começa a “passar na cara” destas cidades que se ele tivesse pregado (e operado milagres) nas cidades de Tiro, Sidom e Sodoma, elas teriam se arrependido “com pano de saco e cinza” e permanecido “até ao dia de hoje”.

Se Cristo sabia que essas cidades iriam se arrepender com sua pregação, então, porque ele não foi até elas? Porque Cristo abriu mão dessas cidades, sabendo que os seus habitantes seriam convertidos e ingressados no reino dos céus? Deus não ama a todos? Então porque Deus deixou de fora dos céus os homens, as mulheres, os idosos, as crianças, os jovens e os adolescentes de Tiro, Sidom e Sodoma? Não foi o próprio Jesus quem afirmou: “Eu vos afirmo que, de igual modo, há júbilo diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende” (Lucas 15:10)? Porque Deus evitaria causar uma grande festa no céu por ocasião de três cidades arrependidas? Deus não ama a todos?

Isso me faz lembrar um outro texto: Isaías 6.9-13:

9 Então, disse ele: Vai e dize a este povo: Ouvi, ouvi e não entendais; vede, vede, mas não percebais.
10 Torna insensível o coração deste povo, endurece-lhe os ouvidos e fecha-lhe os olhos, para que não venha ele a ver com os olhos, a ouvir com os ouvidos e a entender com o coração, e se converta, e seja salvo.
11 Então, disse eu: até quando, Senhor? Ele respondeu: Até que sejam desoladas as cidades e fiquem sem habitantes, as casas fiquem sem moradores, e a terra seja de todo assolada,
12 e o SENHOR afaste dela os homens, e no meio da terra seja grande o desamparo.
13 Mas, se ainda ficar a décima parte dela, tornará a ser destruída. Como terebinto e como carvalho, dos quais, depois de derribados, ainda fica o toco, assim a santa semente é o seu toco.

Deus envia Isaías para pregar a um povo que não se arrependerá. Não se arrependerá porque Deus tornará insensível o coração desse povo. Não se arrependerá porque Deus endurecerá os ouvidos. Não se arrependerá porque fechará os olhos, para que não venha ele a ver com os olhos, a ouvir com os ouvidos e a entender com o coração, e se converta, e seja salvo”.
Somente os eleitos de Deus são os alvos do amor salvífico de Deus. Somente os seus eleitos experimentarão a graça de serem participantes do seu reino.
Não cabe a nós imaginarmos quem é o alvo do amor de Deus e quem não é. Não temos esse poder. Não podemos deixar de pregar o evangelho a alguém achando que esse alguém não faça parte dos eleitos. Resta-nos pregar o evangelho ao máximo de pessoas possíveis, sem fazer distinção. Precisamos olhar para as pessoas como um “eleito” em potencial. Todos os homens são passíveis de receberem a Cristo de bom grado e de coração. Por isso precisamos pregar o evangelho a toda criatura. A pregação do evangelho a todos não garante salvação. Precisamos ser o agricultor que joga as sementes em vários tipos de solos; mas isso não garante que todos os solos receberão as sementes e se transformarão em belas plantas e árvores. Deus mesmo fará com que as sementes da Sua palavra caia em corações que Ele mesmo preparou para recebê-las.

Devemos cumprir com nossa obrigação de pregar o evangelho a todos. Inclusive aos nossos parentes. Não sabemos o que Deus planejou para a vida de cada um deles. Não sei o destino eterno da minha esposa, do meu filho, do meu marido, do meu irmão, do meu pai, da minha mãe… Não cabe a mim fazer conjecturas. Cabe a mim pregar o evangelho e orar a Deus e entregar a alma do meu parente nas mãos de Deus.

O próprio Espírito de Deus acalmará nossa ansiedade, acalmará nosso espírito, se estivermos com dúvidas a respeito daquele parente que faleceu. Por mais que seja triste e dolorosa a partida de um ente querido que morreu sem Cristo, Deus mesmo nos dará o consolo necessário e suficiente para nossa dor. A nossa postura diante de Deus deve ser uma postura de honra, louvor, adoração, de submissão, de entrega total de nossas vidas a Ele, reconhecendo que Ele pode fazer o que bem entender com suas criaturas.

Soli Deo Gloria!

Por: Heitor Alves

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

12 razões porque Romanos 9 é sobre eleição individual, não eleição corporativa!


Por Michael Patton


Muitos debates teológicos centram sobre a doutrina da eleição. Nenhum debate se a eleição é bíblica, mas eles debatem o significado da eleição. Eu acredito no que é chamado de eleição incondicional individual (o entendimento calvinista). Aqueles que se opõem ao meu entendimento normalmente acreditam em algum tipo de eleição condicional ou eleição corporativa (ou uma combinação dos dois; o entendimento arminiano). A eleição corporativa é a crença de que Deus elege nações para tomar parte em seu plano, não indivíduos para a salvação. Então, quando Romanos 9 fala da eleição de Deus de Jacó sobre Esaú, Paulo está falando da escolha de Deus da nação de Israel para ter um lugar especial na história da salvação. Eles continuarão a interpretar tudo de Romanos 9-11 à luz dessa suposição.

Porém, eu não acredito que Romanos 9-11 está falando sobre eleição corporativa, mas eleição individual. Aqui vão sete razões por que:

1. Toda a seção (9-11) é sobre a segurança de indivíduos. Eleição de nações não faria nenhum sentido contextual. Paulo falara para os cristãos romanos que nada poderia separá-los do amor de Deus (Rm 8.31-39). A objeção que dá origem aos capítulos 9-11 é: “Como nós sabemos que essas promessas de Deus são seguras considerando o atual (incrédulo) estado de Israel. Eles tinham promessas também e eles não pareciam tão seguros.” Referindo-se a eleição corporativa não se encaixaria no contexto. Mas se Paulo estivesse a responder dizendo que é apenas os individuos eleitos dentro de Israel que estão seguros (o verdadeiro Israel), então isto faria sentido. Nós estamos seguros porque todos os indivíduos eleitos têm sempre estado seguros.

2. Na eleição de Jacó sobre Esaú (Rm 9.10-13), embora tendo implicações nacionais, começa com indivíduos. Não podemos perder esse fato.

3. Jacó foi eleito e Esaú rejeitado antes dos gêmeos terem feito qualquer bem ou mau. Não há menção de nações tendo feito qualquer bem ou mal. Se alguém disser que é de nações que Paulo está falando, isto pareceria que eles estão lendo sua teologia no texto.

4. Rm 9.15 enfatiza a soberania de Deus em escolher indivíduos. “Eu terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia.” O pronome quem é um singular masculino. Se nós estivéssemos falando de nações de nações, um pronome plural teria sido usado.

5. Rm 9.16 está lidando com indivíduos, não nações. “Então, não depende daquele quer ou do que se esforça, mas da misericórdia de Deus” (minha tradução). Theolontos(querer) e trechontos (esforçar) são ambos singulares masculinos que é traduzido “aquele” em vez de “aqueles”. É difícil ver implicações nacionais em tudo aqui. É sobre o desejo e esforço de indivíduos. A aquisição da misericórdia de Deus transcende a habilidade do homem.

6. Mais uma vez, Rm 9.18, falando no contexto do endurecimento de Faraó, Paulo sumariza o que ele está tentando dizer usando pronomes singulares masculinos: “Portanto, tem misericórdia de quem quer, e a quem quer endurece.” Se Paulo estivesse meramente falando de eleição corporativa ou nacional, a súmula mudaria de Faraó para nações (plural), mas o resumo aqui enfatiza a soberania da vontade (theleo) de Deus sobre indivíduos (singular).

7. A objeção em Rm 9.14 faz pouco sentido se Paulo estivesse falando sobre eleição nacional ou corporativa. A acusação de injustiça (adikia), da qual muito do livro de Romanos está procurando de Deus vindicar, não está apenas fora de propósito, mas poderia facilmente ser respondida se Paulo estivesse dizendo que a eleição de Deus é apenas com respeito a nações e não tem intenção salvífica.

8. A objeção em Rm 9.18 é ainda mais inapropriada se Paulo não está falando sobre eleição de indivíduos. “Por que se queixa ele ainda? Pois, quem resiste à sua vontade?” O verbo anthesteken, “opor-se ou resistir,” está na terceira pessoa do singular. O problema que o opositor tem é que parece injusto para individuos, não corporações de pessoas.

9. A retórica de uma diatribe ou apóstrofe sendo usada por Paulo é muito forte. Uma apóstrofe é um legado literário que é usado onde um opositor imaginário é trazido para desafiar a tese em nome de uma audiência. É introduzido com “que diremos...” (Rm 9.14) e “Você me dirá...” (Rm 9.19). É uma ferramenta de ensino eficaz. Porém, se o opositor imaginário não está entendendo Paulo, a apóstrofe falha em realizar seu propósito retórico a menos que Paulo corrija o mal-entendido. Paulo não corrige o desentendimento, apenas a conclusão. Se a eleição corporativa fosse o que Paulo estava falando, as exigências retóricas que Paulo orienta seus leitores na direção certa por meio da diatribe. Paulo adere às suas armas embora o ensino da eleição de indivíduos mais certamente dá origem a tais objeções.

10. Rm 9.24 fala sobre Deus chamar os eleitos dentre os judeus e gentios. Portanto, é difícil ver eleição nacional desde que Deus chama pessoas “dentre” todas as nações, ek Ioudaion (dentre os Judeus) ek ethnon (dentre os Gentios).

11. No retorno específico de Paulo ao tema da eleição na primeira parte de Romanos 11, ele ilustra aqueles que foram chamados (eleitos) dentre a nação judaica se referindo a Elias que acreditava que era o único a seguir o Senhor. A resposta de Deus ao lamento de Elias é referenciada por Paulo em Rm 11.4 onde Deus diz: “Reservei para mim sete mil homens que não dobraram o joelho a Baal.” Isto nos diz duas coisas: 1) Estes são sete mil indivíduos que Deus reservou, não uma nova nação; 2) Estes indivíduos são reservados por Deus na crença como característica de não terem dobrado os joelhos a Baal (ou seja, eles permaneceram leais a Deus)

12. Usando a ilustração de Elias em Rm 11.5, Paulo discute que “da mesma forma,” Deus preservou um remanescente de crentes de Israel do qual ele (como um indivíduo) faz parte (Rm 11.1). Esta “preservação” na crença de indivíduos está de acordo com “a escolha graciosa de Deus” (11.5).


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quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Apostolices


A Palavra de Deus afirma que o Senhor Jesus, no início de seu ministério, após uma noite de oração e comunhão com o Pai, chamou dentre os seus discípulos doze homens, pôs-lhes o nome de “apóstolos” e os designou como principais porta-vozes de sua missão na terra, responsáveis diretos pela propagação da Sua doutrina após a Sua partida para o céu (Lc 6:12-16; At 1:1ss). Com a traição e morte de Judas Iscariotes, os demais julgaram conveniente nomear-lhe um substituto, por entender que a escritura designava a necessidade desta substituição (At 1:15-26), e por sorteio Matias foi contado com os demais. Algum tempo depois, Saulo de Tarso afirmou que, em visão, o Senhor Jesus o havia designado a ser o apóstolo enviado aos gentios.

O fato é que, após a morte de Paulo e dos doze, ninguém mais na Igreja Primitiva invocou para si qualquer TÍTULO ou CARGO apostólico. Os relatos escritos da época, da autoria dos pais da igreja (aqueles que foram contemporâneos dos apóstolos) e/ou dos seus sucessores mostra que nenhum deles evocava este TÍTULO para si. Nem mesmo quando a igreja católica adotou uma organização clerical com vários títulos (bispos, arcebispos, cardeais...), jamais se cogitou a necessidade de apóstolos para a igreja. O mesmo se deu com a Reforma Protestante, quando nenhum dos Reformadores instituiu apóstolos para a Igreja Reformada.

Não negamos a realidade do MINISTÉRIO apostólico em todo o período da igreja, inclusive no período atual. Paulo afirma que se trata de um dom ministerial, indispensável ao crescimento da obra, e que o próprio Deus separa pessoas para desempenharem esta importante função (Ef 4:11-12). Contudo, é importante diferenciarmos MINISTÉRIO/FUNÇÃO e CARGO/TÍTULO. O dom ministerial apostólico (função) é concedido pelo Senhor a homens que abrem igrejas, organizam-lhes a estrutura, constituem-lhe a liderança e partem para um novo campo, sem abandonar as igrejas implantadas, mas dando-lhes sempre assistência. Seriam os missionários de nossos dias! Sua abrangência ministerial é ampla, e acima de tudo, o presbítero-apóstolo não é um pastor local, e sim um pastor itinerante, com atuação em todo o Corpo de Cristo, e não detentor de CARGO ou TÍTULO de apóstolo. Neste aspecto, parece que o título só é aplicável apenas aos doze escolhidos pelo Senhor Jesus. Somente estes eram conhecidos e tratados pelo título de “apóstolo”, e mesmo assim não vemos jamais eles sendo tratados como "apóstolo Fulano", e sim como "Fulano, apóstolo".

Nos dias atuais, contudo, ressuscitaram o CARGO apostólico na igreja evangélica, e muitas denominações, mormente as neopentecostais, elevam seus líderes à categoria apostólica. Até mesmo algumas denominações mais tradicionais, antes conhecidas por adotar uma linha ortodoxa, passaram a aceitar o ministério apostólico moderno. Algumas delas chegam a afirmar, por boca de seus “apóstolos” numa clara defesa de seus próprios interesses, que é necessário que o crente tenha uma “cobertura apostólica” sobre sua vida, pois sem ela não estaria devidamente protegido em certas áreas ― embora não haja qualquer base bíblica para esta afirmativa.
Os apóstolos modernos nem sempre abraçam o ministério apostólico, mas não abrem mão do título, sempre adiante de seu nome. É exatamente isto que assusta, além do amor ao status que tal título transmite e a ânsia pelo poder ilimitado sobre a igreja. Homens e mulheres se denominam e ungem a si mesmos como apóstolos, aparentemente impulsionados por uma irresistível sede de domínio, autoridade e prestígio, e passam a ser quase intocáveis no meio de suas denominações.

Permitam-me algumas considerações sobre o assunto:

1. Inicialmente, compreendemos que o número dos apóstolos escolhidos por Jesus Cristo não foi casual, e sim proposital. O número doze é especial nas Escrituras, e visivelmente há uma relação íntima entre o número de apóstolos e as tribos de Israel. No livro do Apocalipse vemos a Nova Jerusalém e seus doze fundamentos, cada um deles com o nome de um dos apóstolos do Cordeiro (Ap 21:14). Parece-nos que Jesus não desejou número de apóstolos maior que doze, o que poderia ter sido feito por Ele, no ato da escolha. Nos dias atuais, porém, são incontáveis os homens e mulheres que se denominam apóstolos. Muito mais que doze. No Brasil, já contei mais de cinquenta, entre homens e mulheres! Só no pequeno bairro do Valentina de Figueiredo, em João Pessoa (aonde fica a Igreja aonde sirvo ao Senhor) tenho conhecimento de pelo menos duas Igrejas que são dirigidas por "apóstolos"! Na internet, já encontrei uma relação dos doze principais do Brasil, e os paraibanos não constam na lista. Quantos serão no total? E onde poderemos encontrar base bíblica para a existência de número superior ao escolhido pelo próprio Senhor?

2. Na Igreja Primitiva havia treze apóstolos (os doze apóstolos e Paulo, apóstolo dos gentios), uma única Igreja e uma única “doutrina dos apóstolos” (At 2:42), na qual a Igreja como um todo perseverava em observar e preservar. Os próprios apóstolos zelavam por esta unidade doutrinária: nenhum deles tinha poder para, sozinho, modificar a doutrina ou ensiná-la de forma diversa dos demais, mas as mudanças tinham que ser de comum acordo, deles e do Espírito Santo (At 15). Eles eram os legítimos guardiões da unidade doutrinária. Nos dias de hoje, porém, há um apóstolo para cada denominação, e em cada apóstolo uma linha doutrinária completamente diversa dos demais! Guardiões de unidade nenhuma...

3. Não há nas Escrituras neotestamentárias qualquer evidência de que os apóstolos deveriam ser sucedidos por outros apóstolos. Mesmo com a morte de um deles, a Bíblia não deixa qualquer indício de necessidade ou obrigatoriedade da substituição. Apenas no caso de Judas Iscariotes o colegiado foi completado com a escolha de Matias, unicamente para que se cumprisse a Escritura. A partir daí, entretanto, a morte ou o martírio de um apóstolo não abria precedente para nova nomeação. Com a morte de Tiago (At 12:1-2), por exemplo, a Bíblia não afirma nem deixa margem de conclusão de que novo sorteio ou eleição tenha sido realizado para substituí-lo. Nem mesmo no primeiro Concílio da Igreja, em Jerusalém (At 15), quando se reuniram todos os apóstolos e presbíteros, este assunto foi tratado! Teriam eles esquecido de tão importante substituição, ou o Espírito Santo esquecido de relatá-la no texto inspirado? 

4. Observamos, nos requisitos exigidos para a escolha do substituto de Judas, que a maior razão da existência do grupo dos doze apóstolos era a presença de testemunhas oculares da vida de Cristo, sua morte, ressurreição e ascensão ao céu. Para ser candidato à substituição de Judas, esta condição de testemunha era indispensável (At 1:21-22). Obviamente, nenhum dos apóstolos modernos jamais se enquadraria neste prerrequisito, e o texto bíblico deixa claro que o cargo de apóstolo se aplica somente a homens que satisfazem a esta condição de testemunha ocular. 

5. Mesmo que o relato da escolha de Matias pudesse ser considerado como base bíblica para a escolha de substitutos para um colegiado permanente de apóstolos, a mesma fórmula utilizada para a sua escolha deveria ser seguida nos dias atuais: (a) a escolha apenas completaria um colegiado de doze, ou no máximo treze apóstolos, e não mais que este número; (b) poderiam ser apresentadas várias candidaturas; (c), o substituto seria escolhido por sorteio, e jamais por eleição ou aclamação, e (d), o colegiado apostólico deveria prezar pela unidade doutrinária da Igreja, a chamada "doutrina dos apóstolos". A coisa, porém, não ocorre assim nos nossos dias. Já vimos que o número de apóstolos modernos ultrapassa, e em muito, o número escolhido pelo próprio Senhor. Quanto aos candidatos, geralmente o Pastor Presidente ou o Bispo da igreja é candidato único, escolhido por revelação, revelação que geralmente foi dada a ele mesmo (sic!), fora dos princípios normativos da Escritura. Ademais, há apenas um apóstolo na igreja, ou no máximo dois (na maioria das vezes, coincidentemente, o marido e a esposa!); porque não doze, como era no princípio? Não nos parece uma forma de concentrar o poder na mão de poucos? Finalmente, a unidade doutrinária há muito tempo deixou de existir no meio evangélico, fragmentada entre milhares de divisões denominacionais, e os apóstolos modernos pouco interessados estão em unificar a fé e a doutrina.

6. Após a morte dos apóstolos escolhidos pelo Senhor Jesus ninguém mais na Igreja Primitiva teve a ousadia de se elevar ao patamar apostólico, no sentido de título. Os pais apostólicos, discípulos diretos dos apóstolos, não se atreveram a reivindicar tal posição. O Didaquê (de autoria desconhecida, mas que reúne a doutrina da igreja do primeiro século) nada fala sobre a substituição. Contudo, sabemos que havia outros apóstolos nos primeiros séculos da igreja, pois a própria Bíblia o afirma. Barnabé, companheiro de Paulo em sua primeira viagem missionária, foi chamado de apóstolo no texto sagrado (At 14:14), mas em lugar algum é contado com os doze. Compreendemos a não necessidade de substituição, e que os apóstolos que não fazem parte do grupo dos doze são apóstolos no sentido ministerial, e não no sentido de cargo eclesiástico. Eram apóstolos, mas eram tratados como pastores, com desempenho ministerial apostólico. Somente os doze eram reconhecidamente apóstolos, e tratados como tal pela igreja. O próprio Paulo não foi reconhecido por muitos. 

7. O título apostólico, mesmo atribuído aos doze e a Paulo, sempre foi usado criteriosamente, Pedro, um dos principais apóstolos e chamado na Escritura de coluna da igreja (Gl 2:9) chega a não usar tal título em alguns momentos (1 Pe 5:1;), preferindo igualar-se aos presbíteros, numa demonstração inconteste de humildade cristã. Na sua segunda epístola, Pedro primeiramente se chama de "servo" antes de se chamar "apóstolo" (2 Pe 1:1). O mesmo se aplica a João: tanto em seu evangelho como em suas cartas não se proclama apóstolo, mas discípulo (Jo 13:23-25; 21:20-25) e presbítero (2 Jo 1; 3 Jo 1). Observe-se ainda que Tiago, o irmão do Senhor, era o presbítero (pastor) da igreja em Jerusalém, chegando inclusive, nesta condição, a presidir o Concílio de Jerusalém (At 15). Paulo o chamou, junto com Pedro e João, de “coluna da Igreja” (Gl 2:9). Contudo, em lugar algum das Escrituras o mesmo é chamado de apóstolo, e nem ele se chama por este título em sua epístola, antes se chama de "servo" (Tg 1:1), o que demonstra que a primazia na igreja não qualifica para o título apostólico. Mas a atual sede de títulos leva muitos a não abrirem mão do orgulho de serem chamados por nome tão pomposo. 

8. Um apóstolo não é um ser infalível e intocável. É o que se compreende na leitura das Escrituras. Paulo relata que repreendeu a Pedro de forma pública (Gl 2:14) por causa de sua conduta! Paulo, um apóstolo não reconhecido, repreendendo publicamente a um dos doze, a uma "coluna da igreja"!! Dá pra imaginar isto entre os apóstolos de hoje? Paulo, no primeiro capítulo da carta aos gálatas abre mão de qualquer intocabilidade, dizendo que mesmo ele, se ensinar Evangelho diferente, deve ser anátema (Gl 1:8-9). Os apóstolos modernos, entretanto, julgam-se intocáveis, infalíveis e irrepreensíveis, o que por si já demonstra sua arrogância e prepotência espiritual. Em relação a isto, sugiro a leitura do artigo OS INTOCÁVEIS, de minha autoria, que versa a respeito daquilo que eu chamo de "teologia da intocabilidade".

9. Somente um superior pode ordenar, reconhecer ou ungir alguém a um patamar igual ao seu, e jamais superior a si mesmo. No sentido secular, somente médicos podem reconhecer um novo médico, e o mesmo se aplica às demais funções, como enfermeiros, engenheiros, etc. No sentido eclesial, somente um pastor, ou um colegiado de pastores, pode ordenar ou reconhecer um novo pastor. Somente presbíteros e superiores podem impor as mãos e reconhecer alguém como presbítero. Basicamente, a imposição das mãos é uma transferência da autoridade que os impositores já possuem. Os primeiros apóstolos foram chamados e ordenados pelo próprio Senhor Jesus, inegavelmente superior a todos nós. Os apóstolos modernos foram ordenados ou ungidos por quais apóstolos? Pelo contrário, ungiram a si mesmos ou foram ungidos por pastores e inferiores. Seria possível alguém ungir a si mesmo, ou pessoas em nível inferior ao apostolado reconhecerem ou ungirem um apóstolo? Certa vez assistimos pela tevê a "unção" de um apóstolo paraibano, onde pastores, presbíteros e diáconos impuseram-lhe as mãos... Nesta mesma linha, questionamos: um grupo de enfermeiros pode declarar um deles médico? Seria válida a ordenação de um pastor feita por um grupo de diáconos? Por muitos anos a igreja evangélica criticou o fundador das Testemunhas de Jeová porque ele se auto intitulou “pastor Russell”, sem ser ordenado por nenhum colegiado pastoral. Hoje, porém, pastores, bispos e apóstolos se auto-intitulam pelo cargo que bem querem e almejam, sem qualquer problema, sem qualquer constrangimento. Obreiros se rebelam contra seus pastores, separam-se da igreja de origem e fundam a sua própria, dividindo ainda mais o Corpo de Cristo e declarando-se pastores presidentes como se essa fora a atitude mais normal do mundo...

10. Devemos considerar ainda os critérios para reconhecimento de título eclesial. Na igreja primitiva tais títulos não existiam, ou não eram tão valorizados e perseguidos como hoje. Hoje tornou-se fácil alguém se intitular pelo cargo que bem desejar, e não há qualquer critério adotado pelas demais igrejas para o reconhecimento deste título. Observe-se que Paulo passou grande parte de sua vida lutando pelo reconhecimento apostólico equivalente ao dos doze, já que o próprio Deus o havia elevado a este patamar. Nem todos o reconheceram, pois se havia critérios rígidos para que alguém fosse reconhecido diácono, imagine apóstolo! A igreja atual, porém, perdeu todos os critérios! Qualquer pessoa que se intitula apóstolo é quase que unanimemente e imediatamente reconhecida como tal, em nome de um falso respeito interdenominacional, que nada mais é que um desrespeito ao Cabeça da Igreja e às Escrituras. O mesmo se aplica a todas os demais cargos eclesiásticos. 

11. Finalmente, os detentores de títulos eclesiásticos se esquecem, ou fingem não ver, que os seus detentores são chamados pelo NOME e em seguida pelo TÍTULO. Jamais na Bíblia encontramos a figura do "apóstolo Paulo" e sim de "Paulo, apóstolo". É fácil se constatar isto: basta ler o primeiro versículo de cada epístola do Novo Testamento, e jamais veremos qualquer dos escritores se intitulando de "apóstolo Pedro", "apóstolo Paulo" ou "apóstolo João". Isto pode ser constatado não somente no primeiro versículo, mas em qualquer lugar das epístolas: não encontramos tal nomenclatura em lugar nenhum! Aliás, observamos que quase sempre o título só se apresenta primeiro que o nome nos casos de títulos humanos, como "faraó Fulano", "rei Sicrano" etc. Mesmo quando vemos Paulo defendendo na Escritura o seu legítimo ministério apostólico, observamos que ele jamais reivindica o direito de ser chamado de apóstolo Paulo. O próprio Pedro o chama de “irmão”, e não de “apóstolo” (2 Pe 3:15); os apóstolos e presbíteros do Concílio de Jerusalém chamaram-no de “amado” (At 15:25-26). Pedro se autodeclara "presbítero" (1 Pe 5:1) e "servo" (2 Pe 1:1). João se autodenomina discípulo (Jo 13:23-25; 21:20-25) e presbítero (2 Jo 1; 3 Jo 1). Onde vemos isto nos "apóstolos" modernos? Imaginem um deles sendo chamado de irmão, ou de presbítero, ou mesmo de pastor!!! Com certeza repreenderia o interlocutor e exigiria respeito, exigiria ser chamado pelo título apostólico, numa atitude patética e anticristã de arrogância e orgulho. 

Concluímos facilmente que na igreja do Senhor Jesus não há cargos para pessoas, e sim pessoas que desempenham funções, sem jamais esquecerem sua condição primeira e principal de servos (Rm 1:1; Fp 1:1; Tt 1:1; Fm 1:1; Tg 1:1; 2 Pe 1:1; Ap 1:1). A sede de cargos e de tratamentos pomposos que encontramos na igreja atual advém inegavelmente da sede de domínio sobre o rebanho, de poder eclesiástico, de orgulho e de pompa que os modernos "apóstolos" trazem intrinsecamente, contrariando o espírito que permeava toda a conduta da igreja primitiva. 

Finalmente, não podemos nos esquecer das palavras do Senhor Jesus em duas ocasiões: primeiro, quando ele condena as atitudes dos fariseus e demonstra a Sua opinião em relação ao tratamento dos seus seguidores e aos títulos humanos: "Na cadeira de Moisés estão assentados os escribas e fariseus. Observai, pois, e praticai tudo o que vos disserem; mas não procedais em conformidade com as suas obras, porque dizem, e não praticam: Pois atam fardos pesados e difíceis de suportar, e os põem aos ombros dos homens; eles, porém, nem com o dedo querem movê-los; E fazem todas as obras a fim de serem vistos pelos homens; pois trazem largas filactérias, e alargam as franjas dos seus vestidos, E amam os primeiros lugares nas ceias e as primeiras cadeiras nas sinagogas, E as saudações nas praças, e o serem chamados pelos homens — Rabi, Rabi. Vós, porém, não queirais ser chamados Rabi, porque um só é o vosso Mestre, a saber, o Cristo, e todos vós sois irmãos. E a ninguém na terra chameis vosso pai, porque um só é o vosso Pai, o qual está nos céus. Nem vos chameis mestres, porque um só é o vosso Mestre, que é o Cristo. Porém, o maior de entre vós será vosso servo. E o que a si mesmo se exaltar será humilhado; e o que a si mesmo se humilhar será exaltado" (Mt 23:1-12), e segundo quando os seus apóstolos discutiam entre si quem era o maior: "Então Jesus, chamando-os para junto de si, disse: Bem sabeis que pelos príncipes dos gentios são estes dominados, e que os grandes exercem autoridade sobre eles. Não será assim entre vós; mas, todo aquele que quiser entre vós fazer-se grande, seja vosso serviçal; E, qualquer que entre vós quiser ser o primeiro, seja vosso servo; Bem como o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a sua vida em resgate de muitos" (Mt 20:25-28).

Baseado nesta constatação, convoco os ministros e obreiros que me lêem a incentivarem em suas comunidades cristãs que os irmãos também os tratem como irmãos. Esqueçam o título, que é humano, e abracem a função e o ministério, que vos foi dado por Deus! Ultimamente, tenho orientado os irmãos da Igreja onde congrego a não mais me chamarem de "evangelista Zilton", e sim de "irmão Zilton", que serve à igreja local como evangelista (At 21:8). Não fui chamado para título nenhum, e sim para servir ao Senhor com alegria e humildade. Você também! Se você quer ser tratado por títulos pomposos e reconhecido assim pelos homens, eu sugiro o ingresso na carreira militar! Deus te ajude a chegar a General.

É inegável que a igreja moderna precisa de apóstolos, não no sentido de título, cargo e status, mas no sentido ministerial da palavra, na função. Oramos para o surgimento de mais pessoas em nosso meio que se enquadrem num ministério apostólico genuíno e bíblico. Precisamos de homens e mulheres como Pedro, Paulo, Tiago e João, que estejam dispostos a gastar suas vidas no ministério de fundar, alimentar, fortificar, estruturar e acompanhar igrejas. Pessoas que nem sempre serão reconhecidas, muitas vezes serão apedrejados e sempre perseguidas por causa da obra do Senhor. Lamentavelmente, os “apóstolos modernos” não querem desempenhar mais estas funções, e nem tampouco carregar a mesma cruz que os primitivos apóstolos carregaram (Jo 21:15-19). Abraçam apenas o título, a bajulação, as benesses, os salamaleques e as prebendas. E a nós cabe o cuidado de sermos zelosos em relação a eles, observando o alerta solene de Paulo: “Porque tais falsos apóstolos são obreiros fraudulentos, transfigurando-se em apóstolos de Cristo. E não é maravilha, porque o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz... o fim deles será conforme as suas obras” (2 Co 11:13-15). 

"Eu sei as tuas obras, e o teu trabalho, e a tua paciência, e que não podes sofrer os maus; e puseste à prova os que dizem ser apóstolos, e o não são, e tu os achaste mentirosos" (Ap 2:2)

por Zilton Alencar

O Reino Milenial de Cristo

Haverá verdadeiramente um reino milenial depois que Cristo voltar? (Expondo as verdades da doutrina Amilenista) Apocalipse 20:1-1...