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terça-feira, 4 de abril de 2017

O que é o MDA e por que preocupa?


De modo geral, as igrejas evangélicas têm adotado dois modelos de discipulado. O primeiro, ortodoxo, prioriza o Evangelho e emprega os “ultrapassados” cultos de ensino, Escola Dominical e cursos teológicos. Já o segundo, heterodoxo, prega “outro evangelho”, à base de pragmatismo e utilitarismo, e mescla verdades bíblicas com filosofias antropocêntricas, apesar de utilizar uma metodologia “mais eficaz”, que atende aos anseios do mundo pós-moderno. A “visão celular” — mais conhecida pelas siglas G12, M12 ou MDA — faz parte do modelo heterodoxo, visto por muitos como uma “quebra de paradigmas” e, ao mesmo tempo, um retorno aos princípios da igreja de Atos dos Apóstolos.


O MDA (Modelo de Discipulado Apostólico) se baseia no tripé: células, encontros e discipulado um a um, que é uma microcélula ou “coração da célula”, já que discípulo e discipulador fazem parte da mesma célula. E, embora seu fundador afirme que Deus lhe deu um modelo exclusivo para o Brasil, trata-se de uma espécie de G12. Ele mesmo admitiu que, ao estudar “diferentes modelos de igreja em células, observando-os de perto e gastando tempo com os líderes envolvidos em sua prática, encontramos vários bons modelos, como o [...] ‘Modelo do Governo dos 12’, do pastor Cesar Castellanos, da Colômbia” (HUBER in ZIBORDI, 2016). Em essência, esses modelos são gêmeos e, de modo patente ou latente, propagam a Teologia da Prosperidade, a Confissão Positiva etc.

Nos dois, o templo é usado prioritariamente para celebrações dançantes, visto que o discipulado ocorre nas células, e as ministrações principais, nos encontros. Para ambos, a célula é a essência da igreja, onde “a vida do Corpo se encontra de forma sintetizada em todos os seus muitos aspectos, tais como: adoração, intercessão, evangelismo, integração, discipulado, treinamento de líderes, comunhão, assistência social etc.” (HUBER, 2016). Há alguns anos, um pastor, decepcionado com o MDA, me disse: “A primeira coisa que fizemos foi acabar com a Escola Dominical, porque os estudos seriam nas células. O louvor da igreja virou show, tiramos os hinos da Harpa Cristã e colocamos luzes no altar. Fui líder de várias células e cada vez mais me impressionava o desaparecimento da mensagem bíblica, que antes tínhamos”.

Quanto aos encontros do MDA para iniciantes, há vários depoimentos na Internet que nos ajudam a compreendê-los (cf. TOMÁZ, 2016). Eles são realizados em lugares secretos, onde os discípulos são recebidos com muita festa, ficam incomunicáveis por três dias e participam de várias ministrações. A primeira, logo após a chegada, à noite, é “Peniel”, pela qual se enfatiza que o discípulo deve ser transformado a fim de participar das próximas ministrações. As luzes, então, se apagam, para que cada um fale com Deus “face a face”. Após o jantar, todos são aconselhados a dormir e se preparar para o dia seguinte, que “será tremendo”. A segunda ministração, de manhã, é “encontro com Deus”: os discípulos são acordados e, ainda em jejum, ouvem vários bordões de autoajuda junto com um fundo musical. Eles recebem, ainda, um manto vermelho, para o primeiro “ato profético”.

A terceira é “libertação”, por meio de imposição de mãos, exorcismo e quebra de maldições. A quarta é “cura interior”, a partir da qual o discípulo, mesmo se sentindo liberto, precisa tratar das feridas da alma, confessando seus pecados e liberando perdão a todos, inclusive a Deus! Tudo ocorre à base de sugestão, com as luzes reduzidas e um fundo musical. Já na parte da noite, vem a quinta: “sonhos”, e os discípulos, “transformados”, expõem seus sentimentos. Novamente com fundo musical, ocorrem mais “atos proféticos”. Em um destes, alguém faz o papel do Tentador, que procura destruir os sonhos das pessoas.

Embora chamada de “cruz de Cristo”, a ênfase da sexta ministração não recai sobre a obra redentora do Senhor. O MDA é antropocêntrico: apresenta Jesus como um homem que venceu mediante uma declaração de fé no Inferno e ignora que Ele venceu o Diabo e suas hostes na cruz (Hb 2.14,15), ao dizer: “Está consumado” (Jo 19.30). Os participantes, então, recebem pregos e oram de braços abertos até sentirem dores e começarem a chorar. Quando abaixam os braços, alguém os ajuda a permanecerem “crucificados”. Antes de o local se transformar em uma discoteca, eles — ignorando os gloriosos efeitos da obra expiatória de Jesus, realizada de uma vez por todas (Cl 2.14,15) — fazem uma lista de pecados e a cravam numa cruz!

No dia seguinte, vem a sétima ministração: “oração”, com músicas de fundo que mantêm os discípulos no “mesmo espírito”. Não há ensino da Palavra de Deus, na prática. E a oração limita-se a “línguas estranhas”, sem a observância do ensino de 1 Coríntios 14. Vem então a oitava ministração: “nova vida em Cristo”, e um discipulador, após ler um texto bíblico, diz a todos: “Preparem-se! O mover de Deus está só começando”. E, ao som música pesada, inicia-se uma peça teatral que, de modo tácito, apresenta o Diabo como um ser muito mais poderoso do que é, rebaixando, assim, o Todo-poderoso. Ora, as hostes do mal agem por permissão do Senhor, que, no momento certo, as vencerá “pelo assopro da sua boca” (2 Ts 2.8).

Com luzes apagadas e janelas fechadas, os discípulos se ajoelham, e suas cabeças são lavadas. Ainda há três ministrações, que têm lugar com um “bom” fundo musical: “finanças” — visando-se a uma “grande semeadura” —, “visão do MDA” e “somos amados”. Nesta, a décima-primeira, o pastor da igreja entra em cena e diz a todos o quanto eles são amados. Enquanto ele ora com muita emoção, mochilas são depositadas aos pés dos discípulos, nas quais há cartas e presentes de familiares e/ou amigos que já fazem parte do MDA. Trata-se de uma estratégia para “fidelizar” o discípulo.

Na última ministração, “batismo com o Espírito Santo”, todos se prostram diante de uma arca; mais um “ato profético”. Em seguida, as luzes se apagam, e eles, de mãos dadas, ouvem mais uma palavra emotiva por parte do pastor, e a histeria toma conta do ambiente. Forma-se uma espécie de “corredor polonês”, por onde os discípulos passam para receber uma “nova unção”, precedida de unção literal e abundante. Eles saem do outro lado — encharcados de óleo —, pulando ou dando gargalhadas; alguns até caem ou andam como animais quadrúpedes. Ignora-se completamente o que está escrito em 1 Coríntios 14.37-40. E, ainda antes de entrarem no ônibus, os pastores ungem seus pés. Quase todos saem dali dizendo: “O encontro foi tremendo; agora sim eu sei o que é sentir a presença de Deus”.

Os proponentes do MDA dizem que Jesus priorizou o discipulado “um a um”, em que cada discípulo deve estar debaixo da “cobertura espiritual” de um discipulador — este, segundo seu idealizador, “tem compromisso total de não falar nada para pessoa alguma daquilo que o discípulo confidenciou, a não ser que obtenha primeiramente sua permissão”. Eles também interpretam de modo equivocado a Grande Comissão (Mt 28.19,20), já que supervalorizam o “fazei discípulos”, dizendo que isto “tem que ser priorizado, pois sem dúvida é um assunto de máxima importância” (HUBER, 2016).

Como se sabe, a Grande Comissão abarca evangelização, discipulado e ensino teológico (cf. Mc 16.15; At 1.8). Na ordem “ensinai todas as nações”, o verbo (gr. matheteuo) denota “fazer discípulos”, mas em “ensinando-as a guardar todas as coisas”, o verbo, literalmente, significa “doutrinar” (gr. didasko), o que envolve metodologia e sistematização. E, aqui — diferentemente do primeiro caso — o tempo verbal indica que o ensino teológico, e não o discipulado, deve ser contínuo. Segue-se que as igrejas que priorizam a Escola Dominical e dão ênfase ao ensino teológico, que abrange doutrinas fundamentais como Trindade, Cristologia, Soteriologia, Pneumatologia etc., estão sendo fiéis ao que o Senhor Jesus ordenou!

Quanto ao MDA, como vimos, a ênfase recai sobre prosperidade financeira, batalha espiritual, falsa cura interior etc. Ademais, cada discípulo presta contas a um discipulador, que tem o direito de se intrometer na vida pessoal daquele, em seus negócios, decisões e até em sua vida conjugal! Afinal, quem está em uma determinada escala hierárquica “protege” quem está abaixo dela. Resultado: o discipulador é uma espécie de “anjo da guarda”. Ou, ainda pior: ele usurpa o lugar do Espírito Santo, pois através da “cobertura espiritual” supostamente impede que seu discípulo se desvie da “visão”.

Diante do exposto, não há dúvida de que o MDA (1999) é irmão mais novo do G12 (1983), e que ambos são “outro evangelho” (Gl 1.8). Atentemos, portanto, para o que a Palavra de Deus diz em 1 Coríntios 15.1,2: “vos notifico, irmãos, o evangelho que já vos tenho anunciado, o qual também recebestes e no qual também permaneceis; pelo qual também sois salvos, se o retiverdes tal como vo-lo tenho anunciado, se não é que crestes em vão”.

por Ciro Sanches Zibordi
Artigo publicado no jornal Mensageiro da Paz, ano 87, número 1.581, de fevereiro de 2017
Fonte: 
https://cirozibordi.blogspot.com.br

Referências
HUBER, Abe. A importância da igreja local na visão do MDA. In: ZIBORDI, Ciro Sanches. Sim, o MDA é o irmão mais novo do G12. Disponível em: http://www.cpadnews.com.br/blog/cirozibordi/apologetica-crista/199/sim-o-mda-e-irmao-mais-novo-do-g-12.html. Acesso em: 31 dez. 2016.
HUBER, Abe. A visão. Disponível em: http://www.associacaomda.org/a-visao/. Acesso em: 20 dez. 2016.
TOMÁZ, Gilmar Caetano. Um engano chamado MDA. Disponível em: http://admidia.blogspot.com.br/2014/08/um-engano-chamado-mda-o-que-esta-por.html. Acesso em: 14 dez. 2016.

sábado, 7 de janeiro de 2017

Jesus desceu ao "INFERNO" e tomou as chaves da mão do diabo?


Aonde está escrito na bíblia que Jesus foi ao inferno e tomou as "chaves" das mãos do diabo?


Temos ouvido muitas pregações e teorias sobre este assunto (a descida do Senhor Jesus ao inferno). E muitos tem se convencido, sem examinar as escrituras (Bíblia) profundamente; de que realmente o Senhor Jesus entre sua morte e ressurreição desceu ao inferno e tomou as "chaves" das mãos do diabo.

Quais seriam estas "chaves"? Uns afirmam que essas chaves seriam:

A "chave da morte", outros a "chave do inferno" e os que afirmam ter Jesus tomado as "chaves da autoridade". 

Outros dizem que Jesus foi ao inferno para pisar na cabeça da serpente (referência a Gênesis, quando Deus disse a Eva que seu descendente pisaria a cabeça da serpente). Alguns afirmam que Ele foi resgatar as almas dos santos do antigo testamento, que morreram sem salvação e estavam no inferno.

Há muitas interpretações a esse respeito, mas vamos aos fatos. 

A pergunta é está? Aonde está escrito na bíblia que Jesus desceu ao inferno e tomou as chaves das mãos do diabo?

Os que defendem está teoria baseiam-se em:

"...no qual também foi, e pregou aos espíritos em prisão; os quais noutro tempo foram rebeldes, quando a longanimidade de Deus esperava, nos dias de Noé, enquanto se preparava a arca; na qual poucas, isto é, oito almas se salvaram através da água."  (1 Pedro 3:19-20)

Podemos analisar neste texto que em nenhum momento diz que Jesus desceu ao inferno ou tomou qualquer chave das mãos do diabo. O texto nos diz que Ele, de forma pré-figurada na pessoa de Noé, pregou aos homens que morreram no dilúvio. Neste texto não temos a afirmação de que Jesus desceu ao inferno ou qualquer menção a qualquer chave. 

O texto referente as chaves esta em Apocalipse 1:18 em um outro contexto bíblico e em nenhum momento diz que as chaves da morte e do inferno pertenceram ao diabo ou que o Senhor as tomou de alguém.

"E o que vivo e fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre. Amém. E tenho as chaves da morte e do inferno." (Apocalipse 1:18)

Infelizmente quando não examinamos as escrituras com a direção do Espirito de Deus, nos deixamos influenciar por tradições, doutrinas e costumes dos homens, que não tem nada a ver com as verdades bíblicas. 

"Nenhuma interpretação ou doutrina deve ser aceita sem exame. Pelo contrário, tudo deve ser examinado cuidadosamente mediante o estudo pessoal das Escrituras." 

Ora, estes foram mais nobres do que os que estavam em Tessalônica, porque de bom grado receberam a palavra, examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim. (Atos 17:11)



Fonte: www.pulpitocristaoverdade.blogspot.com.br

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Será o Senhor Jesus uma cópia de Hórus?


Não será a História Bíblica acerca do Senhor Jesus uma cópia de mitologia egípcia, nomeadamente, a história de Horus?

Dificilmente. O livro de Acharya S. “The Christ Conspiracy” é a aparente fonte da lista em baixo descrita, mas a autora apenas oferece evidências referenciais para cinco das suas alegações. Alguns dos apontamentos de rodapé contradizem com as suas próprias alegações! Mas isto é o que seria de esperar; quando alguém rejeita a visão Bíblica do mundo ela fica com um mundo irracional.

Eis aqui algumas das alegações acerca dos “paralelos” entre o Senhor Jesus e Horus e outros deuses.

1) Hórus nasceu de uma virgem com o nome de Isis-Meri a 25 de Dezembro, numa cave/manjedoura, e o seu nascimento foi anunciado por uma estrela no Oriente, vista por 3 sábios.

Primeiro, a mãe de Hórus não era virgem. Ela era casada com Osíris e não há razão para se supor que ela se absteve depois de casada. De acordo com a sua historia, Hórus foi miraculosamente concebido. Seth tinha morto e desmembrado Osíris, mas Isis voltou a reconstruir o corpo dele, e seguidamente teve relações com ele. Em algumas versões, ela usou um órgão sexual masculino feito à mão porque não conseguiu encontrar essa parte do corpo do marido. Portanto, embora tenha sido uma concepção milagrosa, não foi uma concepção análoga à Incarnação do Senhor Jesus.

Segundo, foram assinaladas 3 datas de nascimento na mitologia de Horus, sendo que uma delas é a 25 de Dezembro. Como a Bíblia não diz que o Senhor nasceu a 25 de Dezembro, não há nenhum paralelo.

Terceiro, “Meri” (“Mr-ee”) é a palavra egípcia para “amada” e aparentemente foi aplicada a Isis antes do tempo do Senhor Jesus como um título e não como parte do seu nome. Mas como provavelmente havia milhares de mulheres entre o tempo de Hórus e altura do Senhor com um nome ou título que era uma variação de “Mary”, não há razão alguma para se supor que a Mãe do Senhor Jesus foi nomeada segundo o nome de Isis em particular. Mesmo que, hipoteticamente, os autores dos Evangelho tivessem fabricado a Mãe do Senhor e a tivessem dado o nome de “Mary” (Maria), é muito mais provável que eles se baseassem numa “Mary” mais perto do seu tempo do que na “Isis-Meri”.

Quarto, Hórus nasceu num pântano e não numa caverna/manjedoura.

Quinto, o nascimento de Hórus não foi anunciado por nenhuma estrela no Oriente.

Sexto, não havia “três sábios” aquando do nascimento de Horus, e nem aquando do nascimento do Senhor Jesus. A Bíblia não diz o número de sábios, e nem diz que eles estavam presentes na altura do Seu Nascimento. Além disso, eles só viram o Senhor quando Ele estava na Sua casa e não na manjedoura (e isto quando Ele já tinha cerca de 2 anos).

2) O seu pai terrestre era chamado de “Seb” (“Joseph” – “José”).

Não há nenhum paralelo entre o nome Egípcio “Seb” e o Hebraico “Joseph” para além do facto de serem nomes comuns. Para além disso, Seb era o pai de Osíris e não de Hórus.

3) Ele era de descendência real.

Isto é verdade, mas não é uma comparação com o Senhor Jesus. Quando os cristãos dizem que o Senhor é de descendência real, eles tem em mente o fato de Ele ser da linhagem do Rei David, um rei terreno (Apocalipse 22:16). De acordo com o mito, Hórus descendia de realeza celestial uma vez que era o filho do deus principal.

4) Quando tinha 12 anos, Horus foi um professor-criança no Templo, e aos 30 anos ele foi baptizado, havendo desaparecido durante cerca de 18 anos.

Ele nunca ensinou em templo algum, e nunca foi batizado. Além disso, o Senhor não “desapareceu” durante anos (dos 12 aos 30). Ele trabalhou durante esse tempo como Carpinteiro.

5) Hórus foi batizado no rio Eridanus ou Iarutana (Jordão) por “Anup o Batizador” (“João o Batista”), que foi mais tarde decapitado.

Mais uma vez, Hórus nunca foi batizado. Não existe um “Anup o Batizador” na história.

6) Ele teve 12 discípulos, dois dos quais eram suas “testemunhas” e eram chamados de “Anup” e “Aan” (os dois “João”).

Hórus teve 4 discípulos (chamados de ‘Heru-Shemsu’). Há outra referência para 16 seguidores e um grupo de seguidores chamados de ‘mesnui’ (ferreiros) que se juntaram a Hórus em batalha, mas eles nunca são numerados. Não há nenhuma referência aos 12 discípulos ou referência a algum deles ser chamado de “Anup” ou “Aan”.

7) Hórus executou milagres, exorcizou demônios e ressuscitou El-Azarus (“El-Osiris”) dos mortos.

A história dele conta, de fato, que ele executou milagres, mas nunca chegou a exorcizar demônios nem a ressuscitar o seu pai dos mortos. Além disso, Osíris nunca referenciado como ‘El-Azarus’ ou ‘El-Osiris’ (claramente uma tentativa de fazer o seu nome assemelhar-se ao Lázaro da Bíblia).

8. Hórus andou sobre a água.

Não, ele não andou.

9) O seu título especial era “Iusa” o “sempre-tornante filho” de “Ptah”, o “pai.” Ele era como tal chamado de “Criança Sagrada.”

Hórus nunca foi chamado de “Iusa” (nem há alguém na história Egípcia que alguma vez tenha sido chamado “Iusa” – essa palavra não existe) nem “Criança Sagrada”.

10) Ele fez um “Sermão na Montanha” e os seus seguidores recontaram os “Ditados de Iusa.

Hórus nunca fez um tal sermão, e, como dito em cima, ele nunca foi referido como “Iusa”.

11) Hórus transfigurou-se na montanha.

Não, ele não se transfigurou na montanha ou em lugar algum.

12) Hórus foi crucificado entre dois ladrões, enterrado durante 3 dias, e mais tarde ressuscitou.

Hórus nunca foi crucificado. Há uma história não oficial na qual ele morre e é atirado em pedaços para a água, sendo que mais tarde ele é pescado por um crocodilo a pedido de Isis. Esta história não oficial é a única em que ele morre.

13) Ele era também o “Caminho, a Verdade, a Luz”, “Messias”, “O Filho Ungido de Deus”, o “Filho do Homem”, o “Bom Pastor”, o “Cordeiro de Deus”, a “Palavra feita Carne”, a “Palavra da Verdade”, etc.

Os únicos títulos que foram atribuídos a Hórus foram “Grande Deus”, “Comandante dos Poderes”, e “Vingador do Seu Pai”. Nenhum dos títulos listados em cima aparece na mitologia Egípcia.

14) Ele era o “Pescador” e estava associado com o Peixe (“Ichthys”), Cordeiro e Leão.

Ele nunca foi referido como “o pescador” e não há nenhum cordeiro ou leão na história. As notas de rodapé de Acharya S. acerca desta alegação mostram uma associação com o peixe (isto é, que Hórus ERA UM PEIXE, ao contrário do Senhor Jesus), sem evidência alguma de ele alguma vez ser chamado de o “pescador” ou tendo alguma associação com o cordeiro ou o leão.

15) Ele veio para completar a Lei.

Não havia “lei” alguma que ele fosse suposto “completar”.

16) Hórus foi chamado de “o KRST” ou o “Ungido”.

Ele nunca foi chamado por nenhum desses títulos. “Krst” em Egípcio significa “enterro”. Não era um título.

17) Tal como Jesus, “Era suposto Hórus reinar durante mil anos”.

Não há menção disto na mitologia Egípcia.


Links:


Sinceramente, é difícil não ler algumas das alegações dos cépticos sem soltar uma gargalhada. Algumas das acusações são tão obviamente fabricadas que é difícil acreditar que alguém as possa inventar e muito menos levá-las a sério. Mas para quem acredita que répteis evoluíram para pássaros, acreditar que o Senhor Jesus Cristo é “uma Cópia de mitos pagãos” não é algo fora do normal.

Tal como dito em cima, quando alguém abandona a visão Bíblica do mundo fica com um mundo irracional.



Fonte: https://darwinismo.wordpress.com

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

A IGREJA E O CIRCO GOSPEL


Muitas vezes recebemos questões como: Por que vocês não usam esse ou aquele super recurso para melhorar a edição/layout? Por que vocês não utilizam ferramentas de discursos ou aplicam estratégias para aumentar o número de curtidas? Por que vocês não compartilham vídeos dos "queridinhos" do mundo gospel, dando uma pitada de humor na página? Quem são vocês da Página?

Bem, amados, a nossa resposta permanece a mesma de quando começamos essa página com o objetivo de dividir algumas reflexões e textos acerca do Evangelho.

Quem somos nós? Bem, somos os que são consolados pelo Espírito, amados de Jesus, e filhos de Deus, assim como todos aqueles que se encontraram com o Cristo pelas estradas de Damasco.

Essa página não tem como objetivo qualquer pretensão pessoal de quem quer que seja. Afinal de contas, a maior parte da história (verdadeira) da Igreja do Senhor aqui na terra foi realizada de forma anônima, por homens e mulheres cujos nomes somente saberemos no céu. Gente simples e humilde que sangra pelo Evangelho.

Mas, se Deus vê e se alegra, o que mais importa? Nada mais importa conquanto seja Ele anunciado e o caráter do Seu Filho enxergado naqueles que, de fato, se agarram em Seu precioso Nome como única fonte de esperança.

Não pretendemos agradar quem quer que seja e nem rentabilizar influências ou vender o que quer que seja; receber convites para pregar ou encarnar o "Ministério __________ (nome da pessoa)". Não faremos disso uma estrutura pesada.

O Brasil tem padecido de males como esses. A título de exemplo, observe que conhecemos uma centena de 'cantores' e 'pastores' que construíram fortunas às custas de música e discurso sobre a bíblia. Mas, sejamos francos: conhecemos uma única pessoa que construiu fortuna às custas de louvor sincero e pregação genuína do Evangelho de Jesus Cristo? A resposta que ecoa do coração do Evangelho é NÃO. (E não venha dar "piti" na Página, porque, como foi dito, não estamos aqui para agradar você).

O Evangelho não produz glamour, estruturas pesadas, instituições que prezam mais por seus usos e costumes (manuais de regras comportamentais), e comércio. Então, me responda por qual razão todo "artista gospel" que conseguiu "5 minutos de fama" logo abre a sua lojinha virtual? Por qual razão eles vendem os seus "testemunhos" em livros? Por que insistem em rentabilizar ou monetizar o Evangelho?

Mais uma vez vamos insistir: não adianta vir aqui brigar conosco, pois você perderá o seu tempo. Os fins não justificam os meios. Pouco importa se o seu "artista" ajuda criancinhas na África com essa grana às custas do Evangelho ou se faz caravana para Israel. O fato é que fomos chamados para servir o Evangelho (servir a Cristo) e não para nos servir dele (ou, como muitos estão fazendo: se lambuzando dele).

Não estamos falando de fanatismo religioso (amor sem conhecimento) e nem de legalismo religioso (conhecimento sem amor). Estamos falando de discernimento (amor e conhecimento andam de mãos dadas). É por isso que não se tratam de regras escritas com tinta e tábuas de pedra, mas escritas com o Espírito do Deus vivo nas tábuas de corações humanos.

Quando é que vamos discernir que todo comércio que andam fazendo, ainda que a pretexto de fazer caridade ou levar o evangelho, não redime as ações praticadas? Jesus Cristo, por acaso, agora é servido por mãos humanas, como se estivesse em necessidade de alguma coisa?

Quando vamos discernir que o Evangelho não é sobre um coração transformado, mas sim sobre um novo coração? Você não se converte porque passa a fazer parte de uma comunidade, mas por meio de uma obra sobrenatural de Deus na sua vida.
Os discípulos nunca tiveram muito dinheiro, nunca tiveram TV ou Rádio, nunca venderam camisetas ou seja lá o que for - aliás, não venderam NADA -, e nunca tiveram grandes prédios, templos, sinagogas, ministérios. Eles nunca tiveram absolutamente NADA disso. Mas sabe o que eles fizeram? Aqui está a resposta: Eles viraram o mundo de cabeça para baixo.

Mas hoje não é mais assim. Hoje, a pessoa canta um pouquinho bem ou fala um pouquinho bem e ela já SE TORNA um ministério. E aí já sabemos. É mais um vida girando na estrutura do circo gospel.

Os frutos são estruturas obesas, gente sem discernimento, uma cristandade cheia de fetiche pelos "pastores-celebridade e cantores-celebridade", gente vivendo do dinheiro que sequer deveria ganhar (nesse contexto), e gente perdida que se agarra à ideia de que está abençoando muita gente. Cegos guiados por cegos.

E, uma vez ou outra, aparece o "crente-fã" revoltadinho porque alguém falou algo de verdadeiro sobre essa orgia gospel. Ele se sente ofendido porque não consegue discernir que Deus misericordiosamente age, resgata e salva pessoas APESAR de toda a palhaçada.

O "crente-fã" fica bravo porque crê que se Deus agiu é porque partilha e se agrada desses acontecimentos. Se alguém é salvo ouvindo um culto da Universal do Reino de Deus ou dos "malucos" da Lagoinha, automaticamente o "crente-fã" crê que Deus está ali. Mas não, Ele não se agrada disso.

O objetivo do que dizemos é que não sejamos mais como crianças, levados de um lado para o outro pelas ondas teológicas, nem jogados para cá e para lá por todo vento de doutrina e pela malícia de certas pessoas que induzem os incautos ao erro. Precisamos nos agarrar aos pilares da nossa fé.

Leonard Ravenhill estava certo: mais pessoas vão para o inferno por causa de um evangelho mal pregado do que por qualquer outra razão. Esse é o alerta para você: é bom que você não tenha o sangue deles em suas mãos, pois dará conta das suas ações. E isso não é uma ameaça - não me venha com essa -, isso é um alerta encharcado da reverência e da solenidade que permeia tais ações.

Você tem um bom testemunho? Então vamos vender livros, cursos, CDs (até "coaching" tiveram a capacidade de fazer). Vocês estão malucos? Você tem uma boa voz? Então façamos um igreja como se fosse um palco e aí você pode cantar, vender CDs, e talvez até abrir uma loja virtual para vender camisas, canecas e capacetes. Vocês estão malucos? Desperte, ó povo de Deus! Esse evangelho foi proclamado a custo de sangue. Vocês perderam totalmente o juízo. Mal sabem vocês que são juízo de Deus sobre esse povo ambicioso e idólatra que consegue para si mesmo a eficácia das suas próprias cobiças.

Muitos de vocês oferecem o mesmo que o Diabo, mas em nome de Cristo. Ouça, Igreja, saia desse meio enquanto há tempo. Corra para longe disso e não toque em absolutamente nada quando sair. Corra pela sua vida. Esse é o meu conselho para você. E saiba que você não encontrará uma igreja local perfeita, mas certamente encontrará igrejas que são feitas por pessoas que honestamente desejam servir ao Senhor. Quem tem ouvidos, que ouça, pois o Senhor está às portas.

Eu não quero ser achado entre aqueles que estão fazendo coisas que o Senhor e os seus discípulos abominariam. Eu quero ser achado entre aqueles cuja vida expressa o caráter do Cristo, porque o evangelho não é sobre uma vida que tentamos viver com Jesus ou para Jesus, mas sim sobre Jesus Cristo vivendo em nós. E se Ele vive, o nosso caráter muda.

Responda-me: Por que mesmo você acredita em Deus? Porque até mesmo os demônios acreditam e tremem diante dele. Então me diga: o que exatamente coloca o diabo e os demônios de um lado da linha e você de outro? Certamente não são essas sandices que estão ao nosso redor.

É este o lamento de Deus hoje:
"Pensavas que (EU) era como você".

A vida nessa terra não é um parque de diversões gospel. Estamos aqui neste mundo caído como peregrinos e em nós foi posta a mensagem da reconciliação entre Deus e todos os homens. Precisamos anunciá-la, se é que amamos os nossos semelhantes, ainda que para isso precisemos desafiar os coronéis da fé, os currais evangélicos e os celeiros de heresias.


Não tememos ninguém, senão ao Senhor,


sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Expondo das Heresias da Igreja Católica: O PAPA



Um dos principais catalisadores do início da Reforma Protestante foi um livro de Jan Hus, um boêmio cristão que precedeu Martinho Lutero por um século inteiro. O livro foi De Ecclesia (A Igreja), e um dos pontos mais profundos de Hus foi proclamado no título de seu quarto capítulo: “Cristo é o único cabeça da Igreja.”

Jan Hus escreveu:

Nenhum papa nem tampouco os cardeais, são a cabeça de todo o corpo da Igreja Católica santa, universal; pois Cristo é o cabeça da igreja.

Ressaltando, a maioria dos líderes da igreja em sua época verdadeiramente desprezava o senhorio de Cristo.

Jan Hus disse:

Eu entrei para algo tão infame como o clero, de modo que eles detestam aqueles que pregam e frequentemente chamam Jesus Cristo de Senhor.

A franqueza de Hus lhe custou a vida. Ele foi declarado herege e queimado na fogueira em 1415.

Cem anos mais tarde, e já em divergência com o estabelecimento papal, Martinho Lutero leu De Ecclesia. Após terminar o livro, ele escreveu para um amigo:

Eu tenho até agora ensinado e mantido todas as opiniões Jan Hus inconscientemente, assim como John Staupitz. Em suma, somos todos “hussitas” sem saber.

Como o cabeça da Igreja Católica Romana, o papa é muitas vezes chamado de “Pai Santo” e o “Vigário de Cristo” – nomes e funções que se aplicam somente a Deus. Ele afirma que tem a capacidade de falar com autoridade, exercendo infalibilidade divina em adicionar e aumentar as Escrituras (Apocalipse 22.18). Ele exerce autoridade antibíblica e profana sobre seus seguidores, usurpando a liderança de Cristo e pervertendo a obra do Espírito Santo.

Os reformadores entenderam isso e declararam com ousadia impudente. Como Martinho Lutero escreveu para um amigo:

Nós estamos convictos de que o papado é o trono do “verdadeiro e real Anticristo”. Pessoalmente, eu declaro que não devo ao Papa outra obediência do que isso para o Anticristo.

Em suas Institutas da Religião Cristã, João Calvino disse:

Algumas pessoas acreditam que somos demasiadamente inexoráveis e severos, quando chamamos o pontífice romano de Anticristo. Entretanto, aqueles que são desta opinião, não considero que trazem a mesma carga de presunção contra o próprio Paulo, após os quais falamos e cuja língua adotamos. E para que ninguém se oponha, desvirtuando indevidamente ao pontífice romano as palavras de Paulo, que pertencem a um assunto diferente, devo mostrar brevemente que eles não são capazes de qualquer outra interpretação da que a implique ao papado. (John Allen, tradução, o livro quatro, capítulo sete).

As palavras de Paulo que Calvino referiu-se eram de 2 Tessalonicenses, onde o apóstolo descreveu a vinda do Anticristo, “que se opõe e se levanta contra tudo que se chama Deus ou é objeto de culto, a ponto de assentar-se no santuário de Deus, ostentando-se como se fosso o próprio Deus.” (2 Tessalonicenses 2.4).

Esse mesmo entendimento foi refletido mais tarde na Confissão de Fé de Westminster, que diz:

Não há outro cabeça da igreja senão o Senhor Jesus Cristo. Em sentido algum, pode ser o papa de Roma cabeça dela; ele é aquele anticristo, aquele homem do pecado e filho da perdição, que se exalta na igreja contra Cristo e contra tudo o que se chama Deus (Colossences 1.18; Efésios 1.22; Mateus 23.8-10; 1Pedro 5.2-7; 2Tessalonicenses 2.3-4) [25.6].

Isso não quer dizer que o papa é o anticristo final [escatológico, ênfase do tradutor]. Não tem sido e continuará a ser, como 1João 2.18 diz, sobre muitos falsos mestres que encarnam o espírito do Anticristo. Como o americano puritano Cotton Mather escreveu em The Fall of Babylon [A Queda da Babilônia]:

Os oráculos de Deus predisseram o surgimento de um Anticristo [isto é, um ou mais anticristos que encarnam o espírito do Anticristo] na igreja cristã. E no Papa de Roma todas as características do Anticristo são tão maravilhosas que respondeu que, se qualquer um que ler as Escrituras não vê-lo, há uma maravilhosa cegueira sobre eles.

Em um sermão intitulado “Ore a Jesus”, Charles Haddon Spurgeon exortou sua congregação que “é dever de cada cristão orar contra o Anticristo e quanto ao que o Anticristo é. Nenhum homem sensato deve levantar uma questão. Se o papado não for a igreja de Roma e a igreja da Inglaterra, não há nada no mundo que pode ser chamado por esse nome.”

Ele disse mais:

Em qualquer lugar, o Papado, seja anglicano ou romano, é contrário ao evangelho de Cristo! E é o Anticristo, e devemos orar contra ele! Deveria ser a oração diária de cada crente que o Anticristo possa ser arremessado como uma pedra de moinho na inundação e afundar para não subir mais. Se podemos orar contra o erro por Cristo, porque fere Cristo, porque ele rouba a glória de Cristo, porque coloca a eficácia sacramental no lugar de Sua expiação e levanta um pedaço de pão no lugar do Salvador, e algumas gotas de água para o lugar do Espírito Santo, e coloca um mero homem falível como nós mesmos como o Vigário de Cristo na terra – se orarmos contra ele, porque é contra ele –, devemos amar as pessoas que odeiam seus erros! Amaremos suas almas, embora nós detestemos os seus dogmas, e assim o sopro de nossas orações será adoçado, pois voltamos nossos rostos em direção a Cristo quando oramos.

Em outro sermão, intitulado “Cristo glorificado,” Spurgeon disse:

Cristo não redimiu Sua igreja com Seu sangue para que o papa pudesse entrar e roubar a glória. Ele nunca veio do céu à terra e derramou o Seu coração para que pudesse comprar o seu povo, de modo que um pobre pecador, um simples homem, pudesse ser definido como elevado para ser admirado por todas as nações e chamar a si mesmo de o representante de Deus na terra! Cristo sempre foi o cabeça de Sua igreja.

Em 1Timóteo 2.5, Paulo disse: “Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem.”

O papa assumiu para si uma posição de autoridade que não precisa ser ocupada.



Autor: John MacArthur

Fonte: Grace to You

Expondo as Heresias da Igreja Católica: A MISSA





O escritor da carta aos Hebreus é inescapavelmente claro sobre a natureza singular do sacrifício de Cristo.

Porque Cristo não entrou em santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para comparecer, agora, por nós, diante de Deus; nem ainda para se oferecer a si mesmo muitas vezes, como o sumo sacerdote cada ano entra no Santo dos Santos com sangue alheio. Ora, neste caso, seria necessário que ele tivesse sofrido muitas vezes desde a fundação do mundo; agora, porém, ao se cumprirem os tempos, se manifestou uma vez por todas, para aniquilar, pelo sacrifício de si mesmo, o pecado. E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo, assim também Cristo, tendo-se oferecido uma vez para sempre para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o aguardam para a salvação. (Hebreus 9.24-28)

A Escritura não hesita na finalidade do sacrifício de Cristo em nosso favor. Ele veio para realizar uma oferta única pelo pecado, para nunca mais ser repetido. Foi um contraste com a aliança mosaica, que necessitava de um sistema de sacrifícios quase constantes. Mas nenhum dos sacrifícios do Antigo Testamento podia verdadeiramente expiar o pecado. Eles só podiam servir como uma lembrança da libertação de Deus e prefigurar o sacrifício final de Cristo, o qual iria vencer o pecado.

Com a prática da missa, a Igreja Católica Romana tem reinstituído um sistema antibíblico de sacrifícios repetidos, blasfemando de Cristo e pervertendo Sua obra na cruz.

De que maneira a missa é importante para o Catolicismo? O Catecismo da Igreja Católica se refere a ela como a “fonte e o ápice da vida cristã”. Ou seja, é a origem e o ponto alto da fé católica. Ela não é periférica – é o coração e a alma de todo o sistema.

Em seu livro The Faith of Millions, [A Fé de Milhões], John O'Brien, um padre católico, explica o procedimento da missa:

Quando o sacerdote pronuncia as tremendas palavras de consagração, ele chega até aos céus, faz Cristo descer do seu trono, e coloca-o em cima de nosso altar para ser oferecido novamente como vítima pelos pecados do homem. É um poder maior do que o de monarcas e imperadores; é maior do que o de santos e anjos, maior do que o dos Serafins e Querubins. Na verdade, é ainda maior do que o poder da Virgem Maria. Ao passo que a Bendita Virgem foi o agente humano pelo qual Cristo se encarnou uma única vez, o sacerdote faz Cristo descer do céu e torná-lo presente em nosso altar como a eterna vítima pelos pecados do homem, não uma, mas mil vezes! O sacerdote fala: aqui está! Cristo, o Deus eterno e onipotente, curva a sua cabeça em humilde obediência ao comando do padre.

Simplificando, a Igreja Católica não deixa Cristo fora da cruz. Na missa, a substância do pão e do vinho são, supostamente, transformados no corpo e no sangue de Jesus, tornando-o como um sacrifício incompleto e repetido pelos pecados. Ele não é Senhor e Salvador – Ele é uma vítima eterna, perpetuamente limitado ao altar pelo poder do sacerdote, visivelmente e universalmente simbolizado no crucifixo católico romano. 

Isso é uma negação direta do ensinamento de Paulo em Romanos 6.8-10:

Ora, se já morremos com Cristo, cremos que também com ele viveremos, sabedores de que, havendo Cristo ressuscitado dentre os mortos, já não morre; a morte já não tem domínio sobre ele. Pois, quanto a ter morrido, de uma vez para sempre morreu para o pecado; mas, quanto a viver, vive para Deus.

Ao negar o sacrifício singular de Cristo, o catolicismo impregna seu sacerdócio ilegítimo com poder e autoridade artificial, escravizando seus seguidores para um sistema redundante de ofertas ineficazes para o pecado dos ímpios. É essencialmente o paganismo regado com a terminologia cristã suficiente para enganar e iludir almas, convencendo-os de que a morte de Cristo na cruz não foi suficiente para realizar a salvação deles. Com efeito, a missa anula o verdadeiro significado da cruz.

J. C. Ryle explicou as implicações teológicas, espirituais e as imperfeições da missa católica:

A doutrina romana da presença real, se buscada até suas últimas consequências legítimas, obscurece toda a doutrina central do evangelho, prejudicando e comprometendo todo o sistema da verdade de Cristo. Se permitirmos por um momento que a Ceia do Senhor seja um sacrifício, e não um sacramento, permitirmos que cada vez que as palavras da consagração sejam usadas, o corpo e o sangue de Cristo estão presentes na mesa da comunhão sob a forma de pão e vinho, permitimos que todo aquele que come o pão e bebe o vinho consagrado realmente come e bebe o corpo e o sangue de Cristo. Se permitirmos por um momento essas coisas, veremos depois as consequências graves resultantes dessas premissas.

Vocês corromperam a bendita doutrina da obra definitiva de Cristo quando Ele morreu na cruz. Um sacrifício que precisa ser repetido não é algo perfeito e completo. Vocês corromperam a função sacerdotal de Cristo. Se há padres que podem oferecer um sacrifício aceitável a Deus além dEle, o grande Sumo Sacerdote, sua glória é usurpada. Vocês corromperam a doutrina bíblica do ministério cristão. Vocês engrandecem homens pecadores na posição de mediadores entre Deus e o homem. Vocês oferecem aos elementos sacramentais do pão e do vinho uma honra e veneração que eles nunca foram feitos para receber, e produzem uma idolatria abominável de cristãos fiéis. Por último, mas não menos importante, vocês derrubam a verdadeira doutrina da natureza humana de Cristo. Se o corpo nascido da Virgem Maria pode estar em mais lugares do que um, ao mesmo tempo, então não é um corpo como o nosso, e Jesus não era “o último Adão” de verdade da nossa natureza.

Em termos simples, a missa não tem nada a ver com o evangelho cristão, nada a ver com a vida cristã, e nada a ver com a igreja cristã. Ela rejeita a verdadeira natureza bíblica de Deus, Cristo, pecado, salvação, expiação e perdão. Ela rouba da cruz o seu significado e substitui com idolatria superficial, centrada no homem. É uma mentira, uma fraude e uma fabricação condenável que escraviza corações e prepara as pessoas para a condenação.


por John MacArthur
Fonte: Grace to You

O Reino Milenial de Cristo

Haverá verdadeiramente um reino milenial depois que Cristo voltar? (Expondo as verdades da doutrina Amilenista) Apocalipse 20:1-1...