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quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Eleição Divina, a escolha da Graça!


Por Hernandes Dias Lopes

Na igreja protestante, há dois segmentos: o Calvinismo e o Arminianismo. O Calvinismo enfatiza a eleição divina; o Arminianismo o livre arbítrio humano. O Calvinismo ensina que Cristo morreu para efetivar nossa salvação; o Arminianismo ensina que Cristo morreu para possibilitar a nossa salvação. Para um arminiano Deus escolhe o homem para a salvação, quando este crê; para um calvinista o homem crê porque foi escolhido. Vamos, examinar, agora, à luz de Efésios capítulo 1, versículo 4, a doutrina da eleição: “Assim como nos escolheu, nele, [em Cristo], antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele…”.
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Em primeiro lugar, o autor da eleição. Deus é o autor da eleição e não o homem. Foi Deus quem nos escolheu e não nós a ele. Na verdade, jamais poderíamos escolher a Deus. Estávamos mortos em nossos delitos e pecados. Éramos ímpios, fracos, pecadores e inimigos de Deus. Por isso, a escolha de Deus é incondicional. Deus não nos escolheu por causa dos nossos méritos, mas apesar dos nossos deméritos. Deus não nos escolheu porque éramos bons, mas apesar de sermos maus. Deus não nos escolheu porque cremos em Cristo; cremos em Cristo porque Deus nos escolheu (At 13.48). A fé não é causa da eleição, mas seu resultado. Deus não nos escolheu porque éramos santos; Deus nos escolheu para sermos santos. A santidade não é causa da eleição, mas sua consequência. Deus não nos escolheu por causa da nossas boas obras; Deus nos escolheu para as boas obras. Somos feitura de Deus, criados em Cristo Jesus para as boas obras.
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Em segundo lugar, o tempo da eleição. O apóstolo Paulo diz que Deus nos escolheu antes da fundação do mundo. Não havia em nós qualquer mérito que justificasse essa escolha, uma vez que Deus colocou o seu coração em nós antes de nós colocarmos nosso coração nele. Sua escolha foi livre, soberana, incondicional e cheia de graça. Ele não deixaria de ser Deus pleno e feliz em si mesmo se não tivesse nos escolhido. Mas, ele, por amor, nos amou com amor eterno e nos atraiu para si com cordas de amor. E isso, desde os refolhos da eternidade. Ainda não havia estrelas brilhando no firmamento. Ainda os anjos de Deus não ruflavam suas asas cumprindo as ordens suas ordens. Ainda o sol não havia dado a sua claridade, e Deus já havia nos amado e nos escolhido para a salvação.
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Em terceiro lugar, o agente da eleição. O apóstolo Paulo diz que Deus nos escolheu em Cristo. Ele é o amado de Deus, o escolhido do Pai. Nele somos amados. Nele somos eleitos. Nele somos perdoados. Nele somos remidos. Nele somos salvos. Não há salvação fora de Cristo. Não há nenhum outro nome dado entre os homens pelo qual importa que sejamos salvos. Jesus é único caminho para Deus. Ele é o único Mediador entre Deus e os homens. Jesus é a porta do céu. Não há eleição fora de Cristo. Vivemos pela sua morte. Somos purificados do pecado pelo seu sangue. O mesmo Deus que escolheu nos salvar, elegeu também nos salvar por intermédio de Cristo. Ninguém pode ser salvo e ninguém pode confirmar sua vocação e eleição, a menos que se renda a Cristo e o confesse como Salvador e Senhor.
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Em quarto lugar, o propósito da eleição. O apóstolos Paulo afirma, categoricamente, que Deus nos escolheu em Cristo, para sermos santos e irrepreensíveis. Se o autor da eleição é Deus, se a causa da eleição é a graça divina, se o agente da eleição é Cristo, o propósito da eleição é a santidade. Deus não nos escolheu para vivermos no pecado; mas para sermos libertos do pecado. Cristo não morreu para que aqueles que permanecem em seus pecados tenham a vida eterna; ele morreu para que todo o que nele crê seja santo com Deus é santo. Se a santidade não é a causa da eleição, é sua evidência mais eloquente. Ninguém pode afirmar que é um eleito de Deus, se não há evidências de santidade em sua vida. Por isso, a Palavra de Deus é oportuna em nos exortar: “Por isso, irmãos, procurai, com diligência cada vez maior, confirmar a vossa vocação e eleição…” (2Pe 1.10).

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quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Por que Deus perdoa os pecados, mas mesmo assim castiga?

Por que Deus perdoa os pecados, mas mesmo assim castiga?
Pergunta: Eu sempre ouvi falar muito sobre o amor de Deus, que Ele é misericordioso, amoroso. Mas confesso que estou decepcionado, pois me arrependi de alguns pecados que cometi no passado, mas sinto que Deus ainda me castiga por esses pecados. Não entendo isso, se Deus perdoa nossos pecados, Ele não deveria retirar de nós o castigo?

Precisamos compreender algumas questões importantes para que você consiga compreender melhor a forma como Deus age e de que forma o perdão de Deus é aplicado a nós.

(1) A Bíblia é clara quando afirma que Deus perdoa aquele que se arrepende de seus maus caminhos:“Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1João 1:9). Isso significa que a culpa que tínhamos perante Deus é retirada de nossa conta. Deus apaga a condenação que merecíamos por aquilo que fizemos e nos dá uma nova oportunidade para vivermos sem o peso do pecado.

(2) Porém, alguns pensam que se Deus perdoa o pecado, então, deveríamos ser libertos de toda e qualquer consequência de nossos atos. E é aqui que está o erro. Todo ato tem consequências, que podem ser boas ou ruins. Quando pecamos atraímos consequências ruins para nossa vida. Se nos arrependemos essas consequências não necessariamente serão tiradas de nós, pois fazem parte da lei da semeadura: “Não vos enganeis: de Deus não se zomba; pois aquilo que o homem semear, isso também ceifará” (Gálatas 6:7).

(3) Se alguém, por exemplo, traiu a sua esposa e depois se arrependeu verdadeiramente desse erro, terá seu pecado perdoado diante de Deus. Porém, ele certamente sofrerá consequências desse erro. A esposa, no caso, poderá pedir o divórcio ou, no caso de haver perdão por parte dela, mesmo assim alguma desconfiança haverá e ainda outras consequências ruins possíveis estarão presentes no casamento por um bom tempo. E o que dizer da amante? Ela poderá engravidar, ter um bebê e esse marido terá de arcar com suas responsabilidades. Enfim, as consequências envolvidas podem ser as mais diversas e virão sobre a pessoa.

(4) Assim, podemos perceber que o perdão de Deus não está ligado à retirada de todas as consequências que um ato incorreto pode trazer. Deus pode perdoar, mas permitir que as consequências naturais sejam sofridas. Isso não é falta de amor, isso se chama justiça e ensino de Deus a nós. Quando o rei Davi cometeu o pecado de adultério, chegou a ficar doente de tanto remorso (Salmos 32:3). Pediu perdão, foi perdoado, mas as consequências do erro tiveram de ser vividas por ele. Isso não foi desamor por parte de Deus.

(5) Dessa forma, a melhor coisa a se fazer é sempre pensar muito bem antes de pecar para depois não dizer que Deus é o ruim por permitir que soframos as consequências dos nossos erros. Na realidade, quem plantou as consequências fomos nós quando pecamos e desobedecemos a vontade de Deus. Ele sempre nos avisa antecipadamente, a fim de que andemos pelo caminho correto, que nos trará boas consequências e bênçãos. Cabe a nós fazermos as escolhas corretas.


por André Sanchez
Fonte: Esboçando Ideias

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Deus perdoa qualquer tipo de pecado?

Pergunta: Cometi um pecado terrível. Desde que cometi esse pecado me sinto suja, triste e muito longe de Deus. Estou me afastando cada vez mais Dele e já não creio que possa ser perdoada. Já pensei até em cometer uma loucura e tirar minha vida, pois me sinto terrível. Será que Deus pode perdoar o meu pecado? Deus perdoa qualquer pecado ou existem pecados que ele não perdoa?

Querida irmã, é importante que nesse momento difícil da sua vida você coloque os pés no chão. Vejo que você está tomada grandemente pelas emoções e isso não tem te deixado pensar racionalmente em tudo que aconteceu em sua vida. Quero muito te ajudar a entender essa situação para que você consiga sair disso. Vamos pensar juntos a respeito do que a Bíblia diz sobre o perdão de Deus aos nossos pecados.

Deus perdoa qualquer pecado?

(1) Sobre o perdão de Deus aos pecados que cometemos, a Bíblia é bem clara quando diz que “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1 João 1:9). O que Deus exige de nós é o arrependimento e a confissão. Essas duas ações demonstram que estamos dispostos a construir uma nova história, lutando contra o erro. A Bíblia é clara quando afirma que Deus perdoa sim o arrependido.

(2) A única exceção apontada na Bíblia é contra o pecado de blasfêmia contra o Espírito Santo. A Bíblia afirma que esse pecado é imperdoável. Explicamos o que ele significa aqui neste artigo. Mas em linhas gerais, aquele que comete esse pecado imperdoável não chega a se arrepender, pois permanece na dureza de seu próprio coração. Não é o seu caso, com certeza.

(3) Algumas pessoas, porém, são tomadas por um sentimento de culpa tão grande, que muitas vezes, chegam a questionar se Deus as perdoou. Mas na realidade o que ocorre é que a própria pessoa não se perdoa. Muitas vezes temos expectativas de agir de uma forma, mas agimos de outra e decepcionamos a nós mesmos. O apóstolo Paulo observou muito bem essa realidade: “Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço” (Romanos 7:19). O diabo se aproveita muitas vezes dessa nossa decepção com nós mesmos e nutre a nossa culpa, de forma que, mesmo perdoados por Deus, ainda nos culpamos. Nesse caso, precisamos aprender a nos perdoar e a nos dar uma nova oportunidade de fazer diferente assim como Deus nos dá.

(4) É importante observar também que às vezes achamos que Deus não irá perdoar determinado pecado por acharmos que ele é muito grave. Realmente, existem pecados muito graves, mas a Bíblia nos mostra que Deus sempre acolherá o arrependido: “Sacrifícios agradáveis a Deus são o espírito quebrantado; coração compungido e contrito, não o desprezarás, ó Deus” (Salmos 51:17). Jesus mostrou essa realidade quando perdoou uma prostituta, quando perdoou um ladrão que fora crucificado ao Seu lado, quando se aproximou de pessoas que tinham cometido pecados graves e as transformou.

(5) Assim, concluímos que Deus sempre perdoará o arrependido, mas que o arrependido precisa também se perdoar e buscar construir uma nova história, agora seguindo aquilo que agrada a Deus, vivendo uma nova vida. Foi o que Paulo observou na vida dos crentes de Éfeso, quando testificou a mudança de vida deles: “Pois, outrora, éreis trevas, porém, agora, sois luz no Senhor; andai como filhos da luz” (Efésios 5:8). Assim, leitora, dome suas emoções, creia no que diz a Palavra de Deus e regozige-se da bênção do perdão e restauração que o Senhor pode realizar em sua vida.


por André Sanchez
Fonte: Esboçando Ideias

O Reino Milenial de Cristo

Haverá verdadeiramente um reino milenial depois que Cristo voltar? (Expondo as verdades da doutrina Amilenista) Apocalipse 20:1-1...