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sábado, 16 de janeiro de 2016

Os Apóstolos Modernos e a Infalibilidade Papal


Em 2014 o Dr. Augustus Nicodemus Lopes lançou o livro “Apóstolos – a verdade bíblica sobre o apostolado”, após ler esta grande obra comecei a refletir sobre o nosso contexto. É fácil combater essa heresia quando fazemos parte em uma igreja histórica! É só abrir a Bíblia! Mas, e o nosso vizinho? E nossos parentes que estão mergulhados em muitas seitas de nosso país? Pra quem não sabe nasci no meio pentecostal e tive a oportunidade de um dia fazer parte desta seita chamada igreja neopentecostal, e conheço a realidade vivida lá. Pra quem também não sabe, os apóstolos modernos gozam de uma autoridade absurda dentro de suas comunidades “apostólicas”. Eles ditam o tema do ano profético, consagram e desconsagram quem quer sem o conselho e autoridade das Escrituras, não permitem serem questionados, pois eles receberam uma revelação direta de seu ‘deus’. Quem nunca ouviu um sonoro “não mexa no ungido do Senhor?” quem nunca foi ameaçado pelas profecias opressoras desses pseudo apóstolos?

Anteriormente criticávamos a igreja católica romana pelas indulgências, a soteriologia e a infalibilidade papal, mas o movimento neopentecostal soube direitinho encaixar estes valores em sua doutrina. Longe de pensar que esta seita é uma seita feita de pessoas inocentes e não sabem o que estão fazendo, este é um movimento bem articulado! Seus líderes sabem oprimir o povo que peca por não conhecer as Escrituras. Então o que tem a ver os apóstolos modernos e a infalibilidade papal? Tudo! Sabemos que o Papa goza da tal infalibilidade, que é: i) a característica ou particularidade do que é infalível; ii) qualidade do que não falha. iii) Dogma cristão que, para a Igreja Católica, afirma que o Papa é infalível aos questionamentos relacionados com a fé e com a moralidade.

Pois bem, os apóstolos modernos gozam da mesma autoridade em seus arraiais, guardadas as devidas proporções. Estes hereges suprimem a Palavra de Deus, e suas meras palavras são a palavra final em muitas questões, sejam elas eclesiásticas (ordenação feminina, ordenação de profetas e profetizas e etc.), sejam elas uma questão moral ou questão financeira, pois eles é quem mandam em tudo e todos. Manipulam os lideres, oprimem os pobres e roubam o dinheiro dos ricos em suas campanhas de prosperidade.

Ainda falando da infalibilidade desses pseudo apóstolos não devemos esquecer das revelações recebidas, onde as Escrituras são deturpadas para dar apoio a sua “visão”. Os apóstolos brasileiros liberam palavras proféticas anuais a seus fiéis, Ex. “este é o ano das primícias!”. Não quero entrar na questão teológica desses hereges, quero apenas focar que esses homens têm livre acesso em suas comunidades para fazer o que querem, chantageando o povo dizendo que foi Deus quem disse. É aqui o ponto onde quero chegar!

É evidente no Brasil a falta de zelo e estudo pela Palavra de Deus! Por que pessoas são tão facilmente enganadas? Não conhece a Bíblia, a Palavra de Deus! Confesso que ouvi muitas vezes “a letra mata...”, mas o interesse é que os membros não estudem, mas vivam uma vida alienada, debaixo da opressão neopentecostal. Outro abuso são as falsas profecias. O ‘deus’ neopentecostal sofre de esquizofrenia, os apóstolos modernos declaram suas profecias e quando não se cumprem vão lá e remendam sua “profetada”. Basta ler as Escrituras, as palavras dos profetas de Deus se cumpriram.

Para finalizar, não podemos esquecer da doutrina estranha e a prática desses apóstolos, longe de ser uma teologia consistente e oriunda das Escrituras é uma teologia pobre, mística e travestida de um judaísmo deturpado. A igreja neopentecostal longe de viver um grande avivamento, vive de chocarrice e grandes cenas de uma comédia de mau gosto. Precisamos refletir, pois temos amigos, parentes que são de igrejas neopentecostais, precisamos evangelizar este povo, precisamos amá-los e respeitá-los. Longe de fazer piadas, uma urgência deve surgir em nossos corações. O Brasil precisa voltar-se as Escrituras, por esta razão muitos desses apóstolos enganam as pessoas, a igreja neopentecostal cresce como o mar, mas na profundidade de um copo de agua de 50 ml.

E esta é uma realidade triste de nosso país, nós que somos cristãos históricos devemos urgentemente levantar a bandeira do Sola Scriptura, só assim podemos fazer a nossa parte e combater os hereges que surgem em nossa nação. A palavra final é a Palavra de Deus, e não desses pseudo apóstolos modernos!


Por Samuel Alves
Fonte: Electus

domingo, 18 de outubro de 2015

Chorando por Jerusalém: Um Comentário de Lucas 19.41-44




Por Steve Hays


“E quando chegou perto e viu a cidade, chorou sobre ela, dizendo: Ah! se tu conhecesses, ao menos neste dia, o que te poderia trazer a paz! mas agora isso está encoberto aos teus olhos. Porque dias virão sobre ti em que os teus inimigos te cercarão de trincheiras, e te sitiarão, e te apertarão de todos os lados, e te derribarão, a ti e aos teus filhos que dentro de ti estiverem; e não deixarão em ti pedra sobre pedra, porque não conheceste o tempo da tua visitação.” (Lucas 19.41-44)

Aqui temos um texto de prova arminiano. A princípio, há duas formas de entender a passagem.

1. A perspectiva de Deus

Nesta visão, a passagem não é apenas uma reflexão do ponto de vista de Cristo, mas o ponto de vista de Deus. Uma janela para a atitude de Deus em direção ao perdido.

Vamos admitir esse entendimento para o desenvolvimento do argumento. O problema é: os Judeus de Jerusalém não eram as únicas pessoas a sofrer ou morrer no cerco e saque de Jerusalém. Muitos soldados romanos foram mutilados ou mortos naquela operação. No entanto, Jesus não chora por eles. Ele não chora pelos agressores.

Talvez você diria que os soldados romanos não têm direito a simpatia. Mas isto é inconsistente com a ênfase arminiana na onibenevolência de Deus.

Além disso, Roma nunca teve um exercito só de voluntários. O exército romano incluía muitos recrutas forçados. Daí há um sentido no qual as vítimas romanas são tão vítimas quanto as vítimas judaicas. E não é como se os judeus caíssem sem luta. Eles levaram vários judeus com eles.

Então, se o texto revela a perspectiva de Deus, ele revela sua preocupação seletiva pelo povo escolhido. Se nós admitirmos a premissa arminiana (isto é, ele reflete a perspectiva de Deus), então ele se torna um texto de prova para a parcialidade do amor divino. Uma premissa arminiana produz uma conclusão calvinista.

2. A perspectiva de Cristo

Nem tudo o que é verdadeiro sobre Deus encarnado (o filho) é verdadeiro sobre Deus desencarnado (o Pai e o Espírito). Devido às duas naturezas de Cristo, algumas coisas serão verdadeiras de Cristo que não serão verdadeiras de Deus enquanto Deus.

Logo, esta passagem pode bem refletir a humanidade de Cristo. Seus sentimentos humanos. Seus afetos humanos. Sua empatia natural por seu próprio povo: o povo judeu. Um senso de solidariedade com seus pais. Sua família estendida.

Você chora quando sua própria mãe morre; você não chora quando toda mãe morre.

A encarnação faz uma diferença: “Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado.”

Se, à parte da encarnação, Deus tem a mesma perspectiva, então a encarnação é supérflua— pois a natureza divina pode fazer o “truque” todo por si só. E isto é amplificado pelos arminianos que rejeitam a substituição penal. Neste caso, há ainda menos lógica para a encarnação.



Fonte: http://triablogue.blogspot.com.br/2014/07/weeping-for-jerusalem.html

O Reino Milenial de Cristo

Haverá verdadeiramente um reino milenial depois que Cristo voltar? (Expondo as verdades da doutrina Amilenista) Apocalipse 20:1-1...